Compostagem é ferramenta de educação ambiental em escolas e Cmeis de Maringá

Compostagem é ferramenta de educação ambiental em escolas e Cmeis de Maringá

A administração municipal de Maringá, por intermédio da Secretaria de Educação, realiza desde outubro de 2026 uma ação educativa focada em sustentabilidade e gestão de resíduos orgânicos. Em parceria com o Instituto Ambiental de Maringá (IAM), a iniciativa denominada “Minhoca na Cabeça” está presente em dez equipamentos públicos de educação, alcançando aproximadamente 300 estudantes da rede municipal.

O projeto utiliza composteiras como principal ferramenta pedagógica, buscando desenvolver nos alunos a consciência ambiental, o protagonismo no processo de aprendizagem e hábitos responsáveis com a separação e transformação de resíduos. Crianças do 4º ano da Escola Municipal Ângela Vergínia Borin estão entre os participantes da proposta, tendo contato direto com o processo de decomposição de materiais orgânicos como cascas de frutas e ovos.

Quanto à infraestrutura, o projeto adota duas estratégias complementares. Quatro das dez unidades integrantes possuem composteiras estruturadas instaladas em suas dependências. As demais instituições distribuíram pequenas composteiras aos núcleos familiares dos alunos, expandindo o alcance da iniciativa para o ambiente doméstico e fortalecendo o relacionamento entre instituições escolares e comunidades.

A secretária de Educação enfatiza que a proposta conecta conteúdos ministrados em sala de aula com situações práticas vividas pelos estudantes fora do ambiente escolar. Segundo sua avaliação, ao participarem de atividades de compostagem, as crianças desenvolvem experiências que promovem uma visão compartilhada sobre sustentabilidade, facilitando trocas de conhecimento entre pares.

Profissionais do Instituto Ambiental de Maringá ressaltam que educar crianças sobre compostagem produz impactos que extrapolam o espaço escolar. Os aprendizados são frequentemente levados aos lares, onde são compartilhados com os responsáveis. Essa disseminação informal de conhecimento contribui para a mudança de percepção sobre resíduos orgânicos, demostrando que pequenas ações cotidianas possuem potencial significativo para proteger o ambiente.

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