Pedro Nascimento, artista audiovisual maringaense com 26 anos, conquistou sua participação no programa de desenvolvimento de roteiros denominado REC – Roteiros em Circuito. A iniciativa, realizada em Londrina, representa uma oportunidade de aperfeiçoamento para profissionais do setor cinematográfico paranaense. O projeto que levou à sua seleção é o longa-metragem intitulado Tela Crua, narrativa que acompanha a trajetória de duas personagens femininas durante a década de 2010 na cidade de Maringá.
A participação do cineasta maringaense ocorrerá entre 9 e 17 de setembro, período no qual se desenvolverá um trabalho intensivo de revisão e aperfeiçoamento do material. Os programas de residência e laboratório de roteiro funcionam como centros de desenvolvimento acelerado para produções audiovisuais no estado. Diferentemente de estruturas educacionais convencionais, essas plataformas priorizam a prática contínua, o aprimoramento textual e a colaboração entre profissionais experientes da área.
Nascimento já possui trajetória consolidada no cenário audiovisual maringaense. O profissional iniciou sua atuação no cinema local em 2022 e desde então dirigiu cinco produções de curta-metragem de sua autoria. Além das criações próprias, integrou múltiplas outros projetos audiovisuais desenvolvidos na região. Atualmente concentra esforços na viabilização de seu primeiro longa-metragem, considerando esta residência um passo fundamental para seu amadurecimento artístico.
O projeto Tela Crua foi iniciado em 2022, quando o cineasta ainda cursava graduação na Universidade Estadual de Maringá. A narrativa reflete vivências pessoais e questionamentos de sua própria juventude. Segundo avaliação do criador, transcorridos quatro anos desde o início da composição, ele consegue reconhecer que o futuro das personagens se entrelaça com sua própria trajetória, proporcionando uma perspectiva mais madura e confiante sobre o material textual desenvolvido.
A residência contará com orientação de profissionais consolidados do segmento audiovisual brasileiro, incluindo Maurilio Martins da produtora Filmes de Plástico, além de Everlane Moraes e Guto Parente da Tardo Filmes. Nascimento enfatiza que esta constitui sua primeira participação em um laboratório formal de desenvolvimento de roteiros. O cineasta considera que persistir na crença em seu projeto, apesar das rejeições anteriores, integra uma progressão natural do desenvolvimento artístico. Suas expectativas focam em identificar limitações estruturais do roteiro e evoluir enquanto autor, aproveitando a troca de experiências com outros escritores que admira profissionalmente.